Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
"As confissões feitas pelo presidente da Agência não deixam dúvidas: houve omissão intencional"
Michelly Perez - 16/05/2025 • 07:57
Foto: divulgação
Para quem achou que só a CPI das Bets está “pegando fogo” na Câmara de Vereadores, Luiza Ribeiro (PT) exige a imediata demissão do diretor-presidente da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), Paulo da Silva, após ele ter prestado depoimento na quarta-feira (14).
Segundo a parlamentar, o gestor admitiu publicamente que, mesmo diante da superlotação nos ônibus do transporte coletivo operado pelo Consórcio Guaicurus deixou de aplicar multas previstas na legislação de trânsito. O que indica um possível crime de prevaricação e ilícito de improbidade administrativa.
“A escolha deliberada de não aplicar as sanções legais permitiu ao Consórcio Guaicurus operar com veículos superlotados, descumprindo o Código de Trânsito Brasileiro, colocando em risco a vida dos passageiros usuários do transporte coletivo em claro benefício ou vantagem econômico-financeiro da Concessionária”, destacou a parlamentar.
“O presidente da Agetran tem obrigação legal, não é uma decisão facultativa. Os atos de fiscalização de trânsito são vinculados à legislação federal, e ele confessou que optou por descumpri-la apenas relativamente aos serviços de transporte de passageiros realizados pelo Consórcio Guaicurus. Isso é gravíssimo”, afirmou Luiza.
A vereadora informou que solicitará a inclusão dessas informações no relatório final da CPI e vai requerer a atuação do Ministério Público para apuração rigorosa das condutas, no âmbito criminal e administrativo.
“As confissões feitas pelo presidente da Agetran não deixam dúvidas: houve omissão intencional, e isso exige responsabilidade. Mas, desde já, diante da gravidade do caso, exijo sua demissão imediata”, concluiu.
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