Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Ministro da Saúde disse que, desde a criação, em 2013, o programa provocou transformação em municípios
Michelly Perez - 15/08/2025 • 10:17
Foto: reprodução-internet
A briga entre Brasil e Estados Unidos ganhou um novo e inusitado capítulo. O governo de Donald Trump anunciou que vai revogar os vistos de Mozart Júlio Tabosa Sales e Alberto Kleiman, dois dos criadores do programa Mais Médicos. A decisão foi considerada um ataque direto à iniciativa brasileira.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu o Mais Médicos, classificando-o como um “patrimônio do povo brasileiro”. Ele ressaltou que a perseguição de Trump “não vai abalar” a iniciativa. “Nenhum ataque, seja no Brasil, muito menos de fora, vai fazer com que a gente abra mão do Mais Médicos”, disse o ministro.
Padilha ainda classificou o governo de Donald Trump como um “inimigo da saúde” e lembrou que o ex-presidente americano já perseguiu cientistas, cortou recursos para o combate à AIDS e, agora, ataca um programa internacionalmente reconhecido.
Desde a sua criação, em 2013, o Mais Médicos tem transformado a saúde em cidades que não tinham um único profissional. De acordo com o ministro, o programa dobrou o número de médicos em atuação desde o início do atual mandato do presidente Lula, e a maioria dos profissionais são jovens brasileiros.
Padilha se solidarizou com os criadores do programa e os parabenizou pelo trabalho. Ele explicou que, durante a fase de criação, os dois viajaram por vários países para estudar como a falta de médicos era enfrentada. A partir disso, o Brasil decidiu criar o Mais Médicos, que se tornou referência internacional.
Tags: Mais Médicos, Sanção, Trump,