Campo Grande - quinta-feira, 25 de junho de 2026
Com sistema de saúde à beira do colapso, vereadores e autoridades buscam união para acabar com a falta de leitos e demora no atendimento
Michelly Perez - 02/03/2026 • 11:30
Foto: Izaías Medeiros
A situação da saúde na Capital chegou a um ponto crítico que não aceita mais remendos. Em uma audiência pública tensa e movimentada, a Câmara Municipal de Campo Grande debateu nesta segunda-feira (2) a criação de um Pacto Institucional para enfrentar a crise que castiga quem precisa de atendimento médico.
O objetivo é claro: unir Prefeitura, Estado e hospitais em uma força-tarefa para resolver o que o campo-grandense sente na pele todos os dias: a falta de médicos, a escassez de medicamentos e a fila interminável por uma vaga de internação.
Durante o debate, ficou claro que o problema é um “efeito dominó”. Quando uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) lota, ela trava os hospitais, que por sua vez não têm leitos para transferir os pacientes.
O gargalo financeiro: O repasse de verbas não tem acompanhado o aumento dos custos e da demanda da população.
A sobrecarga: Campo Grande acaba absorvendo pacientes de todo o interior, o que incha o sistema local.
Não se trata apenas de uma reunião. O pacto proposto busca:
Agilizar o fluxo de vagas: Menos burocracia para transferir o paciente da UPA para o hospital.
Transparência nas contas: Identificar exatamente onde o dinheiro está travado.
Socorro imediato: Buscar recursos extras junto ao Governo Federal e Estadual para aliviar o caixa da saúde municipal.
Enquanto autoridades discutem números e decretos, o clamor nos corredores da Câmara foi um só: pressa. Vereadores destacaram que a saúde não pode esperar o calendário político e que a “guerra de empurra-empurra” entre os órgãos precisa acabar para que o atendimento volte a funcionar com o mínimo de dignidade.