Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Proposta quer unificar o combate às facções e dar novos poderes à PRF; Hugo Motta quer pressa na análise
Michelly Perez - 30/01/2026 • 09:01
Foto:Marina Ramos / Câmara dos Deputados
O clima de festa do Carnaval ainda nem passou, mas os deputados já têm data marcada para enfrentar um dos temas mais sensíveis para os brasileiros: a Segurança Pública. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), confirmou que a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que reformula o setor deve ir a voto logo após o feriado prolongado.
A meta é clara: acabar com a “bagunça” de cada estado ter suas próprias regras e integrar todo o país em um sistema único, inspirado no modelo do SUS.
A PEC não é apenas um papel; ela mexe na estrutura das polícias que vemos nas ruas. Confira os pontos centrais:
PRF vira “Polícia Viária Federal”: A Polícia Rodoviária Federal ganha mais “músculo”. Além das estradas, ela poderá atuar em ferrovias, hidrovias e dar apoio direto aos estados em situações de crise.
Sistema Único de Segurança (SUSP): Imagine um banco de dados onde todas as polícias do Brasil conversam em tempo real. A ideia é padronizar boletins de ocorrência, mandados de prisão e registros criminais em todo o país.
Combate ao Crime Organizado: A União assume um papel de “maestrina”, coordenando o combate às grandes facções e milícias que atuam cruzando as fronteiras dos estados.
Nas próximas duas semanas, o relator da proposta, deputado Mendonça Filho (União-PE), fará os ajustes finais com as bancadas partidárias. O objetivo é criar um consenso para que a votação no Plenário ocorra de forma tranquila.
Apesar do otimismo do governo, o debate promete ser quente. De um lado, o desejo de integração nacional; do outro, governadores que temem perder autonomia sobre suas polícias locais.
Se aprovada, a PEC promete tornar o trabalho policial mais inteligente e menos burocrático. Com informações integradas, um criminoso procurado em um estado terá muito mais dificuldade de se esconder em outro, e o governo federal terá mais liberdade para investir recursos diretamente onde o crime é mais forte.
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