Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
A ausência da secretária de Finanças soou como silêncio em meio ao barulho dos problemas da cidade
Michelly Perez - 06/11/2025 • 12:50
Foto: Izaías Medeiros
Com ruas esburacadas, obras paradas e prejuízos agravados pelas fortes chuvas das últimas semanas, Campo Grande vive um cenário de colapso urbano que chegou ao plenário da Câmara Municipal nesta quinta-feira (6).
A Comissão Permanente de Obras e Serviços Públicos convocou reunião com representantes do Executivo para cobrar explicações sobre a execução de obras e serviços de manutenção, em especial a operação tapa-buracos, alvo de reclamações da população e dos próprios vereadores.
O encontro contou com a presença do secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), Marcelo Miglioli, e do secretário-adjunto da Secretaria Municipal de Finanças (Sefin), Isaac José de Araújo.
A ausência da titular da pasta, Márcia Hokama, gerou desconforto entre os parlamentares, que buscavam informações detalhadas sobre o orçamento destinado à manutenção de vias e demais serviços.
Após a reunião, o presidente da Comissão, vereador Flávio Cabo Almi, alertou para a urgência de medidas concretas. “O secretário trouxe explicações e falou que Campo Grande passa por dificuldades, mas está buscando equilíbrio. Ele garantiu que começará a executar 20% da operação agora em novembro e que, entre novembro e dezembro, tentará sanar os problemas dos buracos”, afirmou.
O secretário Marcelo Miglioli reconheceu as dificuldades enfrentadas pelo município e afirmou que a limitação orçamentária tem impedido a execução integral dos contratos de manutenção.
“Temos sete contratos de manutenção de vias em Campo Grande, um para cada região. Assim que regularizarmos a parte financeira, todas as empresas estarão trabalhando simultaneamente, em ritmo acelerado”, garantiu.
O presidente da Câmara, vereador Epaminondas Neto (Papy), cobrou mais clareza do Executivo sobre a gestão dos recursos.
“A Câmara cumpre seu papel de fiscalizar e reivindicar o que é anseio da população. Muita conversa e expectativa para o futuro, mas ação imediata é zero. Lamentamos profundamente a ausência da secretária Márcia numa reunião como essa. Precisamos de informações sobre os critérios adotados para priorizar alguns pagamentos em detrimento de outros, o que levou à limitação do serviço de tapa-buracos”, disse.
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