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Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026

Cidades do interior de MS “apertam os cintos” e decretam cortes de gastos

Prefeitos estão adotando medidas de austeridade para enfrentar a instabilidade financeira

Michelly Perez - 19/08/2025 • 10:36

Foto: reprodução-internet

Diante de um cenário de queda na arrecadação e instabilidade econômica, prefeituras do interior de Mato Grosso do Sul estão adotando medidas de austeridade para equilibrar as contas públicas. As administrações municipais de Dourados, Bodoquena e Ivinhema publicaram decretos que estabelecem uma série de restrições de despesas.

A medida reflete a preocupação dos gestores com a diminuição das receitas — tanto as provenientes de tributos municipais quanto os repasses estaduais e federais, como o FPM (Fundo de Participação dos Municípios).

Os prefeitos Marçal Filho (Dourados), Juliano Ferro (Ivinhema) e Girleide Rovar (Bodoquena) justificam os decretos pela necessidade de adequar os gastos à realidade financeira e cumprir as exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Efeito Trump em Dourados

Em Dourados, o prefeito Marçal Filho assinou o Decreto nº 364, que já está em vigor. As restrições incluem:

  • Suspensão de contratações: Ficam suspensos provimentos de cargos efetivos, comissionados e temporários, a menos que sejam para a reposição de vagas indispensáveis em serviços essenciais.
  • Controle de despesas: Serviços extraordinários (horas extras), pagamento de diárias e viagens a serviço são suspensos, exceto em casos de urgência.
  • Redução de gastos de custeio: Os órgãos municipais devem reduzir em, no mínimo, 25% os gastos com contratos vigentes, além de cortar o consumo de água, energia elétrica e combustíveis.

O prefeito destacou que a crise nacional, agravada por fatores como o aumento de tarifas de exportação, exige uma postura de responsabilidade para evitar prejuízos à continuidade dos serviços públicos.

Ivinhema e Bodoquena seguem a mesma tendência

O prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro, também publicou um decreto de contenção de despesas (nº 975/2025) com medidas semelhantes, buscando priorizar o pagamento em dia de salários e fornecedores. As ações incluem a proibição de horas extras, a suspensão de novas nomeações, e a restrição ao uso de veículos oficiais.

De acordo com o decreto, os gestores municipais devem garantir um corte mínimo de 20% em despesas como água, energia, telefone e combustível. O documento, com validade por tempo indeterminado, exige ainda um balanço contábil mensal para monitorar o cumprimento das metas.

Da mesma forma, a prefeitura de Bodoquena, sob a gestão da prefeita Girleide Rovari, também editou um decreto com medidas de contenção de despesas, refletindo a preocupação compartilhada por outros municípios em manter o equilíbrio fiscal em um momento econômico incerto.

Capital e MS em busca de equilíbrio

Em março deste ano, a prefeita de Campo Grande Adriane Lopes anunciou o que seria o primeiro corte de gastos do município, a medida gerou uma economia de R$ 20 milhões aos cofres do município e ainda foi prorrogada por mais 90 dias. No início deste mês, 4 de agosto, o governador Eduardo Riedel também publicou o decreto de contenção de gastos.

 

Tags: Corte de gastos, economia, Prefeituras,