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Da redação - 22/10/2023 • 06:00
Cigarros eletrônicos/Edição MS
Os cigarros eletrônicos, também conhecidos como “vapes”, têm sido alvo de uma recente e importante discussão no Senado Federal, mesmo que sua comercialização esteja proibida pela Anvisa desde 2009. A senadora Soraya Thronicke (Podemos) desempenha um papel de destaque nesse debate ao solicitar a realização de uma audiência pública para discutir o tema. O Senado Federal aprovou seu requerimento, embora a data para a audiência ainda não tenha sido agendada.
A informação sobre esse desenvolvimento foi divulgada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Soraya Thronicke, que anteriormente se opunha veementemente aos cigarros eletrônicos, agora expressa uma visão mais ponderada, fundamentada em informações e dados. Ela observa que a Suprema Corte, por sua vez, está analisando a possível descriminalização da maconha, o que adiciona um contexto relevante a essa discussão.
A senadora enfatiza a importância de se informar e estudar o assunto com base em experiências de outros países que já regulamentaram os cigarros eletrônicos. Ela afirma que ainda não formou seu convencimento sobre o tema e que a crescente quantidade de usuários é motivo de preocupação, especialmente devido à falta de conhecimento sobre os componentes inalados por esses usuários.
Por outro lado, o senador Nelsinho Trad (PSD), que possui formação médica, mantém uma posição contrária à liberação dos cigarros eletrônicos, destacando os riscos à saúde associados a esses dispositivos. Ele acredita que a conscientização é fundamental e que os cigarros eletrônicos podem ser ainda mais prejudiciais à saúde do que os cigarros tradicionais.
O tema permanece em destaque no Senado Federal, à medida que os cigarros eletrônicos continuam circulando sem regulamentação, especialmente entre os jovens, que são atraídos pelos diversos sabores e pelo apelo moderno desses dispositivos. É importante ressaltar que, embora não contenham tabaco, ambos os tipos de cigarro contêm nicotina e podem causar problemas respiratórios e dependência.
Adicionalmente, estudos já identificaram substâncias cancerígenas liberadas pelos atomizadores dos cigarros eletrônicos, e uma doença relacionada a esses dispositivos, conhecida como Evali (injúria pulmonar associada ao cigarro eletrônico), foi identificada, causando sintomas como tosse, falta de ar, cansaço e opressão torácica. A dependência da nicotina também é um ponto crítico, uma vez que pode aumentar níveis de estresse, ansiedade e nervosismo quando o uso é interrompido.