Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Dentre as citações ele disse que o pagamento de supersalários é imoral e inconstitucional
Michelly Perez - 01/11/2024 • 11:12
Foto: Marcos Maluf- arquivo
Após debates acalorados, brigas e até processos judiciais sobre a “folha secreta”, o deputado Beto Pereira trouxe o tema sem papas na língua. Ele citou o suposto interesse do município em seguir mantendo o pagamento de supersalários e disse que os órgãos fiscalizadores estão de olho e devem começar a cobrar os servidores pelo CPF.
“Imediatamente faríamos a orientação para a secretária de finanças de acabar com penduricalhos e eu recomendo isso para a atual prefeita, porque a Câmara pode e, se essa prática continuar, instaurar uma comissão de inquérito, a Receita Federal já está atenta a isso e quem vai pagar essa conta de forma a garantir isso é o CPF dos servidores”, relembrando que já foi feito um termo de ajustamento de gestão com o Tribunal de Contas.
A declaração foi feita na manhã desta sexta-feira (1º), em entrevista ao programa Boca do Povo, da Rádio Difusora Pantanal (101.9 FM). O tucano ainda explica que já existe uma norma constitucional contra o pagamento dos supersalários.
“Na Constituição está expresso que o teto do serviço público nacional é o salário do presidente da República, no âmbito estadual, o teto deve ser o do governador e no municipal, o do prefeito. O que acontece hoje em Campo Grande é o descumprimento da lei. O que existe é um interesse da continuidade desse sistema e da imoralidade e temos que combater”, disse.
Durante a sua participação no programa, ele reforçou que seguirá atento às demandas do município e fiscalizará trabalho da atual gestora. Trabalho este que segundo o deputado é marcado pela gastança que leva à necessidade, por exemplo, de lançar um novo Refis. Enquanto isso, ele pontua que nada é feito para enxugar a máquina.
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