Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Informação surge em meio a CPI que investiga o serviço de transporte público da Capital
Michelly Perez - 08/05/2025 • 10:04
Foto: divulgação
Durante oitiva realizada na CPI do Consórcio Guaicurus, instalada na Câmara Municipal de Campo Grande ontem (07), foi revelado que, em mais de 12 anos de contrato, a Prefeitura realizou apenas uma auditoria no sistema de transporte coletivo.
A falta de fiscalização contínua chama atenção diante da dimensão do contrato, que movimenta cerca de R$ 200 milhões por ano, sem contar a isenção fiscal estimada em mais R$ 10 milhões anuais.
A vereadora Luiza (PT), membro da CPI, classificou a situação como “inacreditável”. “É um contrato milionário, que impacta diretamente a vida da população, operando há mais de uma década praticamente no escuro. Isso é muito grave”, declarou.
Segundo as informações colhidas na comissão, os únicos três relatórios produzidos pelo REMID (Relatório de Monitoramento Independente) — nos meses de agosto, setembro e outubro — só foram elaborados por exigência do Tribunal de Contas do Estado.
E o mais alarmante: boa parte dos indicadores apresentados nesses relatórios foi baseada em dados fornecidos pelo próprio Consórcio Guaicurus, ou seja, o fiscalizado entregando os dados para sua própria auditoria. “É como se eu fornecesse as informações para minha auditoria independente me auditar. Um absurdo completo”, criticou Luiza.
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