Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Prática foi criticada na tribuna pelo deputado Pedro Pedrossian Neto (PSD)
Michelly Perez - 09/10/2025 • 12:00
Foto: Luciana Nassar
A legalização do “bico” para policiais militares está em debate na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS). O Projeto de Lei Complementar 8/2025, proposto pelo deputado João Henrique (PL), visa autorizar os policiais a prestarem serviços remunerados fora do expediente regular, o que gerou polêmica entre os parlamentares.
Na sessão desta quinta-feira (9), o deputado Pedro Pedrossian Neto (PSD) levantou preocupações sobre a proposta, alertando que ela pode prejudicar a qualidade do serviço público e até criar uma competição desleal com a segurança privada. Ele também destacou o risco de o crime organizado contratar policiais para serviços extras com valores superiores aos pagos pelo Estado.
A deputada Gleice Jane (PT) criticou o projeto, apontando que o foco deveria ser a valorização salarial dos policiais, que, segundo ela, buscam o “bico” devido aos baixos salários e à carga exaustiva de trabalho. Ela questionou as condições físicas e psicológicas de policiais que atuam em jornadas extras.
Por outro lado, o deputado Coronel David (PL), ex-comandante da Polícia Militar, defendeu que o Estado pague as horas extras de forma organizada, sem prejudicar a saúde dos servidores, e com a devida remuneração por sua grande responsabilidade.
O projeto segue em análise na ALEMS, e a discussão sobre a legalização do “bico” continua a dividir opiniões entre os deputados.