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Campo Grande - quinta-feira, 25 de junho de 2026

Ex-diretor da Agetran diz desconhecer acidentes nos corredores de ônibus e superlotação

Profissional esteve à frente da agência entre os anos de 2017 e 2024

Michelly Perez - 20/05/2025 • 08:53

Foto: Izaias Medeiros

Os trabalhos da CPI que investiga o serviço de transporte oferecido pelo Consórcio Guaicurus avançaram com a oitiva do ex-Diretor-Presidente da Agetran, Janine de Lima Bruno. Ontem (19), ele reforçou que desconhece o registro de acidentes no corredor da Rui Barbosa e indicou que não há superlotação nos veículos.

A relatora da CPI do Transporte Público, vereadora Ana Portela (PL), questionou Janine de Lima Bruno, sobre o estudo de implantação dos corredores de ônibus em Campo Grande, mas ele negou os registros.

“Nós vimos, desde a inauguração de alguns corredores de ônibus na cidade, a quantidade semanal de acidentes, inclusive fatais. A população relata o “terror” causado nas vias, o que demonstra a falha no estudo e planejamento dessa implantação”, comentou a vereadora.

Lotação controlada

Ao ser confrontado sobre a superlotação nos ônibus, Janine afirmou que “Campo Grande não tem superlotação”, justificando que essa condição só existiria se os passageiros estivessem pendurados nas portas dos veículos. Ele explicou ainda que o número de passageiros é controlado por contagem visual feita por fiscais, e que nunca houve critérios técnicos definidos para aferir a lotação dos coletivos.

Polêmico TAG

Sobre auditorias operacionais realizadas em gestões anteriores, o ex-diretor não apresentou detalhes, limitando-se a indicar que a parte operacional era de responsabilidade do consórcio. Janine também defendeu os avanços obtidos em sua gestão e rebateu questionamentos sobre possíveis descumprimentos do TAG (Termo de Ajustamento de Gestão), assinado entre o Município, o Ministério Público Estadual e o Tribunal de Contas do Estado no ano de 2020.

“O TAG veio para expor falhas e propor melhorias. Sempre fomos parceiros do Ministério Público e do Tribunal de Contas. O TAG foi benéfico para todos”. Questionado pelo vereador Júnior Coringa sobre cláusulas não cumpridas — como a criação do Plano de Auditoria Técnica e Operacional —, ele alegou que os prazos foram afetados pela pandemia e que “as cláusulas que cabem à Agetran no TAG foram cumpridas”.

Tags: Agetran, CPI, Transporte,