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Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026

Gabinete do ódio: o cuidado com falsas notícias deve ser redobrado na semana em que nenhum eleitor pode ser preso

Especialista cita necessidade de se ter a visão mais apurada na hora de consumir conteúdo político na reta final

Michelly Perez - 01/10/2024 • 17:20

Foto: Marcos Maluf-arquivo

Faltando apenas 5 dias para o primeiro turno das eleições municipais, os eleitores e nem os candidatos ao pleito deste ano podem ser presos, salvo em flagrante de delito. Diante disso, Daniel Estevão Ramos, Doutor em Ciência Política e Docente na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, confirma que na reta final, nesta reta final de campanha, deve haver atenção redobrada com a disseminação de informações falsas.

“Em regra, fake news não dão cadeia. Neste período, quem não pode ser preso são os candidatos , exceto em flagrante. Mas, sim, principalmente nesta reta final de campanha, deve haver atenção redobrada. O fundamental é a vigilância cruzada: cada candidato vigiando os adversários e, se houver elementos, denunciar”, explica.

Além disso, Daniel acredita que, neste ano, o impacto das fake news está sendo menor que em anos anteriores. “As fake news ainda circulam, é claro, mas eu penso que o peso delas é menor do que em anos anteriores. Claro que ainda podem ter influência, e provavelmente têm, mas menos do que anos atrás”, conta.

A partir desta terça-feira (1º) e até 48 horas depois do encerramento da votação, nenhum eleitor poderá ser preso ou detido, salvo em flagrante delito, ou em virtude de sentença criminal condenatória por crime inafiançável, ou, ainda, por desrespeito a salvo-conduto.

Além disso, os cuidados também devem ser tidos no dia do pleito, já que algumas ações são consideradas crimes, tais como: o uso de alto-falantes e amplificadores de som; a promoção de comício ou carreata; a arregimentação de eleitora e eleitor; a propaganda de boca de urna; a divulgação de qualquer espécie de propaganda de partidos políticos ou de suas candidatas ou seus candidatos; e a publicação de novos conteúdos ou o impulsionamento, podendo ser mantidos em funcionamento aplicativos e conteúdos que já tenham sido publicados anteriormente.

Tags: eleições, fakenews, politica,