Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Unidade segue cobrando o repasse da parcela de R$ 12 milhões do mês de abril e o bloqueio de R$ 46 milhões
Michelly Perez - 03/04/2025 • 08:17
Foto: Wagner Guimarães/ALEMS
Na sessão ordinária de ontem (2), o deputado estadual Lidio Lopes (Sem Partido) usou a tribuna para questionar a crise financeira apontada pela Santa Casa e comparou a atual gestão com a de outros hospitais, como o a unidade do Câncer Alfredo Abrão.
Segundo ele, os valores prefixados à Santa Casa ultrapassam R$ 305 milhões. Mensalmente, são repassados mais de R$ 25.300.000. “Dos recursos, R$ 10.962.000 vêm de recursos federais, R$ 9.077.314 do Governo do Estado e R$ 5.289.801 da Prefeitura de Campo Grande. Ou seja, os recursos são bem definidos e atendidos. Nesse período de dificuldade, o município de Campo Grande conseguiu pactuar e fará o aporte de R$ 1 milhão mensal”, explicou o deputado.
Lidio Lopes relembrou ainda que diferente da Santa Casa, outros hospitais conseguiram readequar as contas e “sair do vermelho”. “Em contrapartida, o Hospital Alfredo Abrão, após sofrer uma grave crise, conseguiu se reerguer e se transformar em uma referência na área da saúde, graças a uma nova diretoria que implementou mudanças fundamentais. O Hospital do Câncer, que também enfrentou desafios financeiros e administrativos no passado, conseguiu reverter sua situação e se transformar em um exemplo de gestão bem-sucedida”, completou.
Vale lembrar que a declaração acontece em meio ao imbróglio envolvendo a cobrança feita pela Santa Casa para que a Prefeitura pague R$ 46 milhões. Após o município ter recorrido do pagamento, o hospital confirmou para a Revista A Foto que apresentou contestação à decisão judicial que suspendeu o bloqueio dos valores.
“A equipe da Santa Casa também ressalta que o aporte adicional de R$ 12 milhões, contratualizado pela Prefeitura e previsto para ser dividido em parcelas ao longo de 2025, ainda não foi depositado neste mês de abril, incluindo o valor retroativo referente aos meses anteriores”, reforçou em nota a unidade.
O hospital mantém os atendimentos no pronto-socorro, mas reforça a necessidade de atenção à regulação das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), dado o agravamento da superlotação e a persistente falta de insumos. Ademais, destaca que algumas equipes mantêm as cirurgias eletivas suspensas devido manutenção dos atrasos nos pagamentos dos prestadores médicos.
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