Campo Grande - quinta-feira, 25 de junho de 2026
Governo impõe limites rigorosos para impedir que benefícios e bônus ultrapassem o limite legal de R$ 46 mil
Michelly Perez - 18/02/2026 • 09:58
Foto: divulgação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta quarta-feira (18), a sanção dos reajustes salariais para os servidores do Legislativo e do Tribunal de Contas da União (TCU).
A medida garante uma recomposição nos salários para o ano de 2026 e moderniza as carreiras, que agora passam a ser reconhecidas oficialmente como “carreiras típicas de Estado” — dando mais segurança jurídica para quem atua nessas funções essenciais.
Porém, o “canetazo” não foi total. Lula aplicou vetos importantes para segurar as contas públicas. O presidente barrou a tentativa de já deixar programados aumentos para 2027, 2028 e 2029, alegando que não se pode criar despesas para o próximo mandato.
Além disso, vetou pagamentos retroativos e regras que permitiam que aposentadorias fossem calculadas de um jeito que hoje a lei não permite.
O ponto que mais chamou a atenção foi o veto à chamada licença compensatória. Os projetos queriam permitir que servidores que fizessem horas extras ou sessões noturnas pudessem transformar esses dias de folga em dinheiro vivo (indenização).
O problema? Em muitos casos, essa “bolada” faria o salário ultrapassar o teto do serviço público, que hoje é de R$ 46.366,19. Para manter o respeito ao teto constitucional e à Lei de Responsabilidade Fiscal, o governo decidiu cortar essa possibilidade, mantendo os vencimentos dentro do limite permitido por lei.