Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Decisão do ministro do STF libera encontro internacional no Complexo Penitenciário
Michelly Perez - 11/03/2026 • 09:46
Foto: Divulgação/Departamento de Estado dos EUA / Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasi
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o assessor do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, no Complexo Penitenciário da Papuda. A decisão atende a um pedido da defesa e de representantes diplomáticos, permitindo o encontro entre aliados políticos de longa data.
Bolsonaro está detido em decorrência das investigações que apuram sua participação e articulação em atos contra a democracia. A visita do emissário de Trump é vista por analistas como um gesto de apoio político do governo norte-americano à figura do ex-presidente brasileiro, reforçando os laços entre a direita dos dois países.
A autorização de Moraes não é irrestrita. O ministro estabeleceu critérios para que o encontro ocorra dentro das normas de segurança da unidade prisional:
Horário e Local: A visita deve seguir o cronograma oficial da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap).
Restrições: É proibida a entrada de dispositivos eletrônicos, como celulares ou gravadores, e o conteúdo da conversa não deve interferir nas investigações em curso.
Acompanhamento: Agentes penais devem monitorar a movimentação, conforme o protocolo padrão para presos de alta relevância política.
A vinda de um assessor direto da Casa Branca à Papuda coloca o governo brasileiro em uma posição delicada. Enquanto o STF mantém o rigor nas investigações, a presença de uma autoridade dos EUA no sistema prisional destaca a repercussão internacional do caso Bolsonaro.
Desde a vitória de Trump em 2024 e sua posse em janeiro de 2025, a pressão de parlamentares conservadores americanos por “liberdade para aliados políticos” na América Latina tem crescido, e este encontro é o ápice dessa estratégia de influência.
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