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Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026

Presidência da Câmara custaria 100 cargos, inclusive secretarias, para Adriane

BASTIDORES: isso no meio de grave crise econômica que causa até corte geral de salários na Prefeitura

Marcos Maluf - 18/11/2024 • 09:03

Foto: Marcos Maluf-arquivo

Uma situação é consenso dentro da política municipal: a única força que pode alterar drasticamente a disputa pela presidência da Câmara de Campo Grande é o Paço. No caso, a prefeita Adriane Lopes (PP).

Não que figuras como o governador Eduardo Riedel (PSDB) e a senadora Tereza Cristina, também do Progressistas, não tenham poderes de influenciar a disputa, porém é das mãos da prefeita Adriane que podem sair os bens mais cobiçados pelos vereadores: cargos comissionados.

Nada de ilegal ou imoral existe nessa troca de favores políticos; sejamos honestos, na relação entre os poderes em qualquer lugar desse país, é a forma que os vereadores têm de valorizar o próprio passe.

Com a disputa pela presidência da Casa estando, supostamente, a favor do vereador Papy (PSDB), que tem uma lista com 18 assinaturas pelo seu nome, mesmo precisando de apenas 15 votos para a eleição, somente uma mudança drástica forçaria a disputa. E essa força seria justamente de Adriane, mas custaria caro, ainda mais no período de grave crise nos cofres municipais.

Segundo fontes ouvidas pela revista A Foto, em forma de anonimato, tal alteração não sairia por menos de 100 cargos, inclusive do primeiro escalão. O cálculo é simples, fazendo uma conta de padeiro: um candidato do PP, partido de Adriane, como por exemplo Beto Avelar, sairia com quatro votos, precisando obviamente de pelo menos mais 11.

Cada vereador, guardadas as devidas proporções, alguns mais, outros menos, não mudaria sua opinião por qualquer coisa menor que uma boa quantidade de força política dentro da prefeitura, ou seja, cargos.

A revista A foto estimou que, se a prefeita quisesse mesmo influenciar na disputa, precisaria de pelo menos 100 cargos, uma secretaria ‘fechada’ e pelo menos, duas subsecretarias.

E a pergunta que fica é simples: nessa época de grave crise, Adriane está disposta a tanto para fazer um presidente de seu próprio partido? Lembrando que os outros postulantes ao cargo, como o próprio Papy e Coringa (MDB), também a apoiaram no segundo turno. O cálculo não é difícil, né…

Tags: Adriane Lopes, camara, Presidência,