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Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026

Saúde em colapso: falta de remédios e câmara fria quebrada agravam crise na Capital

Vereador protocolou pedido de explicações à Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) e ao Gabinete da Prefeita Adriane Lopes

Michelly Perez - 02/09/2025 • 10:20

Foto: Pedro Roque

O vereador Landmark Rios (PT) iniciou uma série de fiscalizações em unidades de saúde de Campo Grande após receber denúncias sobre as condições precárias do serviço público. O objetivo foi verificar de perto a situação, encontrando problemas graves que afetam tanto a população quanto os servidores.

A fiscalização revelou um cenário de urgência: falta de medicamentos e infraestrutura comprometida, gerando uma crise que atinge a saúde do município.

Falta de medicamentos e equipamentos

Na Unidade Básica de Saúde Dr. Astrogildo Carmona, o vereador constatou a falta de 37 tipos de medicamentos essenciais. Além disso, a câmara fria está quebrada há mais de um ano, o que obriga a equipe a usar caixas térmicas e, pior, a devolver vacinas não usadas, causando prejuízo e dificultando as campanhas de vacinação.

Na Unidade de Saúde da Família Dr. Antônio Pereira, a situação não é diferente. Há falta de remédios básicos, como corticoides, e de equipamentos essenciais, como o sonar para exames de pré-natal. Em um relato preocupante, os servidores contaram que precisam usar seus próprios aparelhos para aferir a pressão dos pacientes.

Crise no tratamento psiquiátrico

A falta de medicamentos é um problema generalizado. A crise atinge desde remédios de uso comum, como os para pressão arterial e osteoporose, até medicamentos vitais para o tratamento de problemas de saúde mental.

Nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), o desabastecimento é alarmante. Remédios para depressão, ansiedade e transtorno bipolar, como Depakene, Amitriptilina e Carbonato de Lítio, estão em falta. O Depakene, em especial, tem uma situação crítica: a quantidade adquirida pela prefeitura dura pouquíssimas horas, comprometendo o tratamento contínuo dos pacientes.

O vereador afirmou que a situação é de urgência e cobrou explicações da Prefeitura e da Secretaria Municipal de Saúde, questionando o destino dos mais de R$ 428 milhões em recursos federais enviados à cidade de janeiro a agosto de 2025.

Tags: Fiscalização, Landmark, saúde,