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Campo Grande - quinta-feira, 25 de junho de 2026

Sesau apresenta prestação de contas e lança mutirão com 24,8 mil atendimentos em Campo Grande

Audiência na Câmara debateu investimentos, avanços e desafios da saúde municipal no primeiro quadrimestre de 2026

Michelly Perez - 26/05/2026 • 10:12

Foto: Izaias Medeiros

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) apresentou nesta segunda-feira (25), na Câmara Municipal de Campo Grande, a prestação de contas referente ao primeiro quadrimestre de 2026 em uma audiência pública marcada por discursos de avanços administrativos, mas também por críticas recorrentes à estrutura da rede pública e ao subfinanciamento do sistema.

Durante a sessão, o secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, que está há cinco meses no comando da pasta, afirmou que a gestão tem enfrentado limitações orçamentárias, mas destacou melhorias em pactuações com hospitais conveniados e na organização dos serviços. Segundo ele, a secretaria busca ampliar a capacidade de atendimento mesmo diante do cenário financeiro considerado insuficiente.

Como principal anúncio, a Sesau apresentou o programa “Dia D Cirurgia”, que prevê a realização de cirurgias e exames em seis unidades conveniadas, com investimento de R$ 60 milhões oriundos de emendas da bancada federal. A expectativa é de cerca de 24,8 mil atendimentos, em uma tentativa de reduzir a fila de espera na regulação.

Apesar do anúncio de reforço na oferta de procedimentos, a audiência também expôs fragilidades persistentes na rede municipal. Vereadores questionaram a falta de leitos, a escassez de insumos e medicamentos e relatos de falhas na assistência, especialmente em casos envolvendo crianças e mães atípicas. Também foram citados problemas como furtos em unidades de saúde e dificuldades operacionais em diferentes pontos da rede.

O presidente da Comissão Permanente de Saúde da Câmara, vereador Victor Rocha, defendeu maior integração entre Município, Estado e União para ampliar os investimentos no setor. Ele destacou que Campo Grande já compromete uma parcela significativa da arrecadação com saúde, mas que ainda há necessidade de reforço externo para sustentar a demanda crescente.

“Hoje o município já investe três de cada dez reais arrecadados na saúde. Agora é preciso articulação com o Governo do Estado, o Ministério da Saúde e a bancada federal para alavancar a saúde que Campo Grande precisa”, afirmou.

Apesar dos anúncios de ampliação de serviços e mutirões, o tom geral da audiência refletiu um sistema ainda pressionado pela alta demanda e por limitações estruturais que seguem sendo apontadas por parlamentares e profissionais da área. A distância entre os investimentos anunciados e a realidade enfrentada pela população nas unidades de saúde apareceu como um dos principais pontos de tensão do debate.

Tags: camara, Prestação de contas, Sesau,