Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Ela ainda ressalta que não podem existir secretarias secretas, fazendo trocadilho com a polêmica folha secreta
Michelly Perez - 09/12/2024 • 11:00
A proposta de reestruturação da prefeitura de Campo Grande segue dando o que falar. Na manhã desta segunda-feira (9), a vereadora Luiza Ribeiro (PT) voltou a questionar a falta de informações sobre as três novas secretarias (Secretaria de Articulação Regional, Casa Civil e Secretaria de Planejamento e Parcerias Estratégicas) e descreveu o projeto como uma proposta muito conservadora semelhante a de Jair Bolsonaro.
“Vemos uma prefeitura com 12 secretarias, das quais 9 entendemos a função final, mas 3 são verdadeiros mistérios. Já tivemos a folha secreta, agora não podemos ter as secretarias secretas”, disse Luiza sobre o projeto apresentado na semana passada à Casa de Leis.
Durante entrevista ao Programa Tribuna Livre, a vereadora descreveu a proposta do município como sendo um retrocesso e um ‘modelo do século passado’.
“É um equívoco, modelo do século passado é impossível praticar a Cultura, junto com a secretária de educação. A outra é a Semadur, essa ideia conservadora remete ao modelo de Jair Bolsonaro”, comenta.
No combate à violência contra as mulheres, a Secretaria de Assistência Social, Mulher e Cidadania que recebeu a Subsecretaria da Mulher, a vereadora explica que Capital está indo na contramão do país.
“Vemos um esforço do Governo Federal para apressar o apoio e aqui é retrocesso com a proposta de desmanchar a Subsecretaria da Mulher. Tenho até preocupação de como vai funcionar a Casa da Mulher Brasileira”, finaliza.
A expectativa é de que o projeto e as emendas apresentadas pelos vereadores volte a ser apreciado na sessão de amanhã (10), na Câmara de Vereadores.
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