Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
! Luiza Ribeiro sobe o tom contra o Governo do Estado e afirma que "vontade política" é o que falta para frear a matança
Michelly Perez - 28/01/2026 • 08:02
Foto: reprodução-internet
O início de 2026 em Mato Grosso do Sul está sendo marcado por uma mancha vermelha que se recusa a apagar. Após a confirmação de mais dois feminicídios recentes, a vereadora Luiza Ribeiro (PT) voltou a bater na mesa: ela exige a criação imediata da Secretaria Estadual de Mulheres.
Para a parlamentar, o Estado não pode mais tratar a violência de gênero apenas como “caso de polícia”, mas sim como uma prioridade máxima de governo, com orçamento próprio e políticas que cheguem antes do crime acontecer.
A vereadora argumenta que a estrutura atual é insuficiente para dar conta do tamanho do problema. A proposta da nova Secretaria foca em três pilares principais:
Prevenção Real: Educação e campanhas que atinjam o agressor antes da primeira agressão física.
Rede de Apoio: Casas de acolhimento e suporte financeiro para que a mulher consiga sair de perto do agressor sem passar fome.
Monitoramento: Acompanhamento rigoroso de medidas protetivas que, muitas vezes, acabam sendo apenas um “pedaço de papel” que não impede o crime.
Os dados são alarmantes e colocam o estado frequentemente entre os que mais matam mulheres proporcionalmente no Brasil. Luiza Ribeiro destaca que o feminicídio é um crime anunciado e que a ausência de uma pasta exclusiva demonstra uma falha grave na gestão pública.
“Não podemos aceitar que o feminicídio se torne algo comum no nosso cotidiano. Precisamos de uma estrutura forte, com recursos e autonomia para salvar vidas agora!”, disparou a vereadora em sua fala.
A cobrança agora segue para o gabinete do Governador. A pressão popular e de movimentos sociais tem crescido, especialmente após os episódios de violência extrema registrados neste mês. O objetivo é transformar a indignação em leis e proteção real para quem está em risco hoje.
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