Entre as propostas incluídas pelos vereadores estão investimentos em pavimentação e drenagem, recapeamento de ruas, revitalização de praças, presença de psicólogos nas escolas municipais, construção de novas Escolas Municipais de Educação Infantil (Emeis) e ampliação de vagas na rede, além de recursos para áreas como saúde, trânsito e segurança.
Um dos vetos refere-se às emendas ordinárias feitas ao Projeto de Lei 12.049/25, que estima a receita e fixa a despesa do município para o exercício financeiro de 2026. Na justificativa, a prefeitura argumenta que o valor previsto nas emendas é incompatível com as dotações disponíveis para investimentos com recursos do Tesouro municipal.
O orçamento aprovado pelos vereadores também incluiu 317 emendas impositivas — aquelas que devem obrigatoriamente ser executadas pelo Executivo. Todas foram sancionadas. Cada vereador destinou R$ 830 mil nesse formato, sendo metade do valor obrigatoriamente direcionada para a área da saúde. O veto em discussão, portanto, refere-se apenas às emendas ordinárias.
Outro ponto da pauta é o veto do Executivo a emendas apresentadas ao Projeto de Lei 12.050/25, que institui o Plano Plurianual (PPA) 2026–2029. No ano passado, os vereadores aprovaram 347 emendas ao plano, prevendo diversos investimentos para a cidade.
O PPA é um instrumento de planejamento governamental que estabelece diretrizes, objetivos e metas da administração municipal para os próximos quatro anos, orientando prioridades e a execução de políticas públicas.
Na mensagem enviada ao Legislativo, a prefeitura afirma que a manutenção de todas as emendas poderia gerar sobrecarga de despesas obrigatórias, reduzindo a capacidade de investimento e comprometendo a continuidade de programas estratégicos em andamento.
O Executivo também ressalta que o veto foi baseado em critérios técnicos, operacionais e financeiros, e não em discordância sobre o mérito das propostas apresentadas pelos vereadores.
A prefeitura acrescenta ainda que permanece aberta ao diálogo com o Legislativo para discutir alternativas e avaliar a incorporação de novas iniciativas em futuras revisões do plano.
A sessão pode ser acompanhada presencialmente na sede da Câmara Municipal de Campo Grande ou pelas transmissões ao vivo da TV Câmara, no canal 7.3, e também pelo YouTube oficial da Casa de Leis.