Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Parlamentares derrubaram 52 vetos, assegurando recursos para asfalto, novos Emeis e hospital veterinário
Michelly Perez - 11/03/2026 • 09:19
Foto: Izaías Medeiros
A Câmara Municipal de Campo Grande decidiu “mostrar os dentes” nesta terça-feira (10). Em uma clara demonstração de força e independência, os vereadores derrubaram o veto da Prefeitura a 52 emendas que turbinam o orçamento de 2026.
A mensagem foi clara: o Legislativo não aceitou o argumento técnico da gestão municipal de que “não há dinheiro em caixa” e decidiu garantir, no grito e no voto, obras que rendem capital político direto nos bairros.
A prefeitura tentou barrar os investimentos alegando que as propostas eram incompatíveis com a realidade financeira do Tesouro. No entanto, os parlamentares rebateram a tese, afirmando que o orçamento enviado pelo Executivo estava propositalmente “subestimado”.
Ao ignorar o veto da prefeita, a Câmara obriga o município a prever recursos para áreas sensíveis que geram cobrança constante da população:
Asfalto e Praças: Obras de pavimentação e revitalização que são o “carro-chefe” de votos nos bairros.
Educação: Construção de novas Emeis (creches), batendo de frente com o déficit de vagas.
Causa Animal: Castração e o promissor Hospital Veterinário Público.
Saúde: Reforma de UPAs e compra de livros para escolas.
O presidente da Casa, vereador Papy, tentou suavizar o embate dizendo que “não é vaidade”, mas a decisão reflete uma Câmara que cansou de apenas chancelar os planos do Paço Municipal. Ao garantir a execução dessas emendas — além dos R$ 830 mil que cada vereador já tem de forma obrigatória (emendas impositivas) — os parlamentares retomam o protagonismo sobre onde o dinheiro público será gasto.
“A gente demonstra a maturidade de compreender os vetos, mas também a coragem de se impor naquilo que é prioridade”, disparou Papy, marcando o território do Parlamento frente à gestão municipal.
Agora, o desafio passa para o colo da Prefeitura: encontrar uma forma técnica de acomodar esses gastos “extras” em um orçamento que, segundo o próprio Executivo, já estava no limite.
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