Campo Grande - quinta-feira, 25 de junho de 2026
Sentenças foram pautadas na falta de provas sobre a origem dos recursos para as próprias campanhas
Michelly Perez - 29/11/2024 • 09:59
Foto: reprodução-internet
As Eleições 2024 seguem dando o que falar, na manhã desta sexta-feira (29), um novo vereador eleito e estreante na Câmara de Campo Grande, caiu na “malha fina” da Justiça Eleitoral. Segundo o juiz eleitoral Marcelo Andrade Campos Silva, da 44ª Zona Eleitoral Jean Ferreira (PT) e Wilton Celeste Candelorio – Leinha (Avante), estão com as contas reprovadas e devem apresentar recurso contra a decisão.
De acordo com os dados do DivulgaCand, a campanha do petista custou R$ 122,3 mil, recurso oriundo de três doações: R$ 103 mil do PT nacional, R$ 700 da “madrinha política” Camila Jara e R$ 20 mil do bolso do próprio vereador. Sendo este último, o alvo da reprovação.
Por isso, Marcelo Andrade cita que não contesta a origem dos R$ 20 mil, mas aponta o uso “de forma irregular 16% do total dos recursos arrecadados para campanha, contrariando o art. 25, § 2º, da Resolução TSE nº 23.607/2019, além de não ter enviado de forma tempestiva nenhum dos relatórios financeiros referentes às arrecadações de recursos”, informou.
Que também entrou na mira da Justiça Eleitoral foi o vereador Leinha. Com uma campanha de R$ 14,5 mil o que chamou a atenção foi a doação com recursos próprios no valor de R$ 9 mil. Embora a defesa já tenha informado que a quantia ‘bate’ com a sua renda, ainda não foram apresentadas provas contundentes para comprovar a origem do dinheiro, já que não foi declarada no registro de candidatura.
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