Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026
Proposta busca dar respostas à população diante do avanço de usuários e tráfico de drogas
Michelly Perez - 14/05/2026 • 09:52
Foto: divulgação
O avanço de usuários de drogas pelas ruas de Campo Grande e a expansão de áreas conhecidas popularmente como “cracolândias” voltaram a acender o alerta na Capital. Diante da pressão de moradores e comerciantes, o vereador André Salineiro quer acelerar a votação de um projeto de lei que estabelece diretrizes para internação voluntária e involuntária de dependentes químicos no município.
Para muitos moradores, o problema já se tornou uma crise crônica da Capital. A situação, inclusive, foi tema de uma reportagem especial publicada pela revista A Foto (confira clicando aqui), que mostrou como o consumo e o tráfico de drogas vêm se perpetuando em diferentes bairros e avenidas da cidade, muitas vezes em plena luz do dia.
Regiões centrais, praças, corredores comerciais e até áreas próximas a escolas e unidades de saúde convivem diariamente com cenas de uso de entorpecentes, pessoas em situação de vulnerabilidade, furtos e insegurança. Em diversos pontos da cidade, a comercialização de drogas acontece abertamente, diante da população.
Segundo Salineiro, o cenário saiu do controle e exige uma resposta imediata do poder público.
“Campo Grande está vendo determinadas regiões se deteriorarem rapidamente. Famílias estão desesperadas e comerciantes convivem diariamente com medo e prejuízos. Não dá mais para fingir que o problema não existe”, afirmou o vereador.
O projeto prevê que o tratamento priorize ações de prevenção, atendimento ambulatorial e reinserção social, mas também regulamenta a possibilidade de internação involuntária em casos considerados graves, conforme critérios previstos na legislação federal.
Pela proposta, toda internação deverá ocorrer somente com autorização médica e em unidades de saúde adequadas, com acompanhamento de equipes multidisciplinares. O texto também estabelece suporte do Sistema Único de Saúde (SUS) e assistência social aos pacientes.
Para o parlamentar, a dependência química deixou de ser apenas um problema individual e passou a representar uma crise social e de saúde pública que impacta toda a cidade.
“Hoje vemos pessoas destruindo a própria vida nas ruas, famílias sem saber mais o que fazer e bairros inteiros sofrendo com insegurança. Precisamos enfrentar esse debate com coragem”, declarou Salineiro.
Enquanto o projeto aguarda tramitação na Câmara Municipal, moradores seguem cobrando ações efetivas diante do avanço da degradação urbana e do aumento da presença de usuários de drogas em diferentes regiões de Campo Grande.
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