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Campo Grande - terça-feira, 23 de junho de 2026

Justiça determina atendimento mental público, mas pacientes não estão comparecendo

Sesau alerta que quase 700 pacientes já foram agendados, mas abstenções chegam a 30%

Michelly Perez - 06/03/2025 • 07:40

Foto: reprodução-PMCG

O Mutirão da Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde já realizou 681 agendamentos desde o dia 17 de fevereiro. Estes pacientes aguardavam por anos para ter uma consulta psiquiátrica e o Ministério Público determinou o fim da demanda reprimida por parte do município sob pena de multa, conforme noticiado anteriormente pela Revista A Foto (relembre).

No entanto, segundo a Sesau está sendo observada uma abstenção de 30% entre os pacientes que confirmaram que iriam à consulta em um primeiro momento.  Ou seja, não estão comparecendo.

“Esse número em muito nos preocupa, porque são pessoas que não comparecem às consultas e ocupam as vagas de outros pacientes que já poderiam ser atendidos”, lamenta a coordenadora da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), Gislayne Budib. Para ela, o mutirão teria ainda mais efetividade se todos que confirmaram a presença quando foram informados da consulta de fato comparecessem.

Continuidade do tratamento

Dos quase 700 pacientes agendados para a consulta de triagem com médico psiquiatra, 230 continuarão fazendo acompanhamento no CAPS e outros 204 serão acompanhados pelo profissional que atua na equipe e-Multi na unidade de referência da região onde os usuários moram.

“Infelizmente, o absenteísmo é uma realidade em todas as especialidades aqui na Capital, mesmo informando com antecedência, ainda temos um índice de faltosos muito elevado. Por isso, a Secretaria tem buscado alternativas como forma de evitar que o paciente não compareça”, informa a secretária municipal de Saúde, Rosana Leite.

 

Mutirão Infanto-Juvenil

Crianças e adolescentes que aguardam pelo agendamento com psiquiatras também passarão por um mutirão, que acontecerá no próximo dia 15 de março. O objetivo, segundo a coordenadora da Rede de Atenção Psicossocial, é que a fila de pacientes residentes em Campo Grande seja zerada.

“Já estamos realizando a capacitação de servidores e de voluntários para atendimento das famílias e pacientes. Estas pessoas atuarão em diversas frentes, desde orientação e encaminhamento aos consultórios até na recreação dos pacientes, uma vez que eles estarão na unidade de saúde aguardando o atendimento”, conclui Gislayne.